Sabe quando te dão aquele remédio anti-depressivo?Você fica um tanto inerte e completamente abalado, não mais do que já estava, talvez não mais do que esteja... não sei, apenas talvez.
Você chora e tudo parece voltar ao normal. Então você abre os olhos em frente a água corrente de uma pia de mármore e observa que tudo ainda está alí, visível a poucos, mas gritante para você.
Nada sumiu, muito se escondeu... quase todos se omitiram.
Por que seus medos não sumiram?
Por que não, ao menos, se esconderam?
Por que eles insistem em se omitir?
Björk me parece, cada vez mais, coerente... coerente em suas incoerências... onírica?
Um pouco abstrata, talvez, mas não a ponto de me fazer sonhar com o que não consigo realizar e/ou idealizar num fundo branco.
...
Aos poucos você se encontra dando "adeus" a tudo, mas não a todos.
Não teve tempo para isso, não quis ter esse tempo... talvez precisasse desse tempo, talvez passe esse tempo longe, talvez, um dia, não precise mais desse tempo... talvez ele não volte... talvez, na manhã seguinte, ele já esteja aqui novamente.
...
O que o faz tremer?
O que vem do passado "cutucar" seu colchão a noite? Ou seria de dia?
Não consigo destinguir o tempo que passo acordado na frente do computador, tantas vezes me sinto como estivesse dormindo... como se estivese sonhando... como se estivesse(sorrindo?)...
...
E é tudo que ele precisa... é tudo que ele almeja, e é tudo o que ele vai precisar para se apoiar no muro e pensar: O que é pra agora, o depois não vai me roubar. Pois o antes dormiu e ainda está sonhando, o agora pretende realizar e o depois deixa dúvidas demais.
[Ouvindo Jòga - Björk]












