[ "Nada Vai Mudar Isto" ]
Por onde ando vejo absurdos vestindo roupas bonitas e com fina etiqueta. Tudo muito bem concebido pelo chão de um sociedade idealizada por eles.
Vivo no meio... vivo ao meio... vivo em meio a um caos que chamo de "casa". Ando tropeçando em placas de preconceito e reivento conceitos que me eram válidos há um ou dois anos atrás. Tropeço em sinais vermelhos e de interrogãção, me atrapalho num emaranhado de dúvidas e erros ortográficos. Estou sendo sinteticamente analisado diariamente, vivo a morfologia dos dias iguais!
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Vivo no meio... vivo ao meio... vivo em meio a um caos que chamo de "casa". Ando tropeçando em placas de preconceito e reivento conceitos que me eram válidos há um ou dois anos atrás. Tropeço em sinais vermelhos e de interrogãção, me atrapalho num emaranhado de dúvidas e erros ortográficos. Estou sendo sinteticamente analisado diariamente, vivo a morfologia dos dias iguais!
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[ "Um Certo Alguém" ]
Parei numa esquina e observei a chuva que se aproximava... calma e cinzenta, aquela nuvem de "dia sem 'bom dias" se aproximava de lugar qualquer. Ao me ver, a melancólica expressão daquele céu, aquele pedaço de algodão esfumaçado cuidou em se apressar para alcançar meus passos, brincar de molhar meus pés.
Cheguei molhado ao metrô e encostou-se a mim alguém sem nome, um homem que me recordo o sorriso e o gosto (da conversa), mas que não gravei o nome.
15 minutos... ele foi embora e deixou-me seu cheiro numa camisa branca e surrada, falou-me algo sobre resfriado e acenou rapidamente com um sorriso no rosto.
Há um cheiro, um riso, um gosto, até mesmo um rosto... mas um nome... espero que a próxima nuvem triste soletre pra mim.
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[ "Exagerado" ]
Apoio tudo o que foi dito sobre mim... firme e concretamente.
Apoio aquilo que foi dado aos meus cuidados e apoio também quando dizem que, destes, descuidei.
Apoio quando falam mal de meus juízos e quando afirmam que sequer possuo um.
Apoio tudo o que foi dito sobre mim... firme e concretamente.
Apoio aquilo que foi dado aos meus cuidados e apoio também quando dizem que, destes, descuidei.
Apoio quando falam mal de meus juízos e quando afirmam que sequer possuo um.
Apoio os que forem contra mim, suas opiniões e seus conceitos... não aceito.
Apoio as criticas e as puxadas de tapete.
Apoio os beijos no rosto e os abraços dos "falsos amigos".
Apoio as caracteristicas dos outros e respeito suas "ideologias"..., Agora escrevo!
Falo que, junto ao meu apoio, vai em anexo uma carta. Vai os relatos de uma vida sem culpa, cheia de erros, desenganos e muita felicidade; vai uma página inteira de momentos especiais e de "só mais um beijo". E no final estará escrito uma dedicatória onde agradecerei a todos os que me criticaram, aos que me insultaram, meus calorosos agradecimentos aos que me ignoraram e todo o carinho aos que me contrariaram, eles me fizeram crescer e entender que, se quero andar pra frente devo enfrentar as contrariedades e desviar das "pedras" do caminho ou, muitas vezes, retirá-las por inteiro.
Obrigado!
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[ "Fiz o Que Pude" ]
Tudo devo a você.
Ensinou o que sabia e mostrou que o amor dura mais quando estamos longe ou perto o suficiente para se fazer gozar. Sexo. Depois um ponto de ônibus e trivialidades... distantes, novamente, o amor dura mais, a saudade ajuda.
Depois vem a calmaria... você também mostrou-me isso na prática. E a saudade já não cumpre seu papel da melhor maneira, porém ainda há interesse em algo que, talvez, tenha ficado no início, algo que não conseguiu nos acompanhar.
Por fim o que dura mais não é o amor, são os momentos juntos. Estes continuam breves mas intermináveis. O que era suportável já não se suporta e a saudade não mais ajuda, irrita.
Você me ensinou isso, provou que era possível não querer mais o que ainda tanto se quer. Ensinou que é melhor abandonar o lugar que você ocupa por conveniência e procurar um ambiente em que possa realmente esticar os pés.
Passados todos os "poréns", você me ensinou a esquecer.
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[ "Com Você Meu Mundo Ficaria Completo" ]
Mergulhei naquele beijo e, se não fosse suas "previsões" de realidade chamando de volta, me perderia um dia alí. 24 horas, tuas costas em meu peito e teu peito em minhas mãos. Seria assim: simples e perfeito.
Janela aberta, tempo frio e beijo quente... seria sempre assim.
Adormeço no elevador pensando que meu destino não chega junto com minhas intenções... adormeço os olhos em suas mãos e penso que destino e inteções podem se encontrar.
Vejo aquele filme antigo que faz rir e pensar, leio o mesmo livro que li aos dez anos, bebo o vinho de que você tanto fala e rezo a mesma prece que juntou minhas mãos, pela primeira vez, com fé... um retrato, uma foto em sépia que vai se colorindo no passar dos minutos mas que torna-se preta e branca em certas esquinas, mas o verde-azul-vermelho-amarelo-e-branco sempre aparecem quando sopro a fotografia.
Você, meu melhor ditado, minha frase mais significativa e destino certo de minhas intenções, permanece alí, parado em minha frente, olhos fechados, mãos na cintura e beijo no meu beijo...
...Simples, perfeito.
