30 janeiro 2009

Joguem(me) os dados

"Não sei muito bem o que quero pra mim,
mas sei exatamente o que não quero."
Os clichês continuam nessa semana que parece não acabar.
E eu só queria não parecer tão óbvio ao não dizer absolutamente nada.
Não me satisfaço com pouco, mas não se trata de quantidade e sim de minhas "horinhas de descuido" cronometradas.
...
E agora, para onde?!

29 janeiro 2009

Horas mais tarde...

"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir.
Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"
[ Caio Fernando Abreu ]
Algumas horas depois e minha semana não mudou... engraçado essa esperança que criamos de que momentos mudarão situações que se encontram dentro dos dias e não em suas momentaneas horas.
As vezes melhoram. Mas não. Não mudam.
Mas conseguimos pensar...
... e ficar "ótimos"...
... e, por que não, "incomodar".

Intersecções

"Let our imagination guide us and never easer to follow it
for if we do, we grow up and the child inside us
no more."

E minha semana parece um clichê ambulante.
...
E isso não é necessariamente bom.

21 janeiro 2009

Brothers & Sisters - 1ª Temporada

Brothers & Sisters de Jon Robin Baitz - 1ª Temporada
[Sarah]
- Por que não diz nada? Uma coisa para fazer eu me sentir melhor?
[Psicanalista]
- Não há atalhos, Sarah. Nem na vida, nem no amor.
Esta dor tem de ser sentida. A alternativa é muito pior. É o que nos faz especiais, o que nos faz lindos, o que nos faz dignos.
A dor de como amamos. Mas essa dor vem acompanhada de algo mais, não é? Esperança.
Com sua dor, há esperança.
E é ai que você está. Em algum lugar entre a agonia, o otimismo e a oração.
Então, você é humana. Você está viva. E é isso que temos.
Volte amanhã. Vamos continuar.
[Sarah]
- Sim.
*Diálogo final do episódio "Love is difficult".
- x -
[Kitty]
- Isto é um pesadelo!
[Warren]
- Cuidado com um martini de gim.
[Kitty]
- Preciso de algo para suportar este lugar. Está cheio de prostitutas.
[Warren]
- Não são prostitutas. São terceiras esposas. Por que está tão mal?
[Kitty]
- Veja isto. Garotas de 20 anos com homens com o triplo de sua idade, furiosamente explorados por uma costela de vitela e um vinho tinto.
[Warren]
- Você é daquelas que odeiam homens?
[Kitty]
- Não.
[Warren]
- Sexo?
[Kitty]
- Não. Mas odeio o modo como os homens são levados pelo sexo.
[Warren]
- Bem, acostume-se. O impulso sexual masculino é uma divindade belicosa. É antiga e não vai desaparecer. Não sei quem fez o quê com você, mas, se não aceitar que o sexo está em tudo que é feito, dito, pensado, será alguém muito, muito amarga.
[Kitty]
- Já me sinto assim e seu sermão satânico não está ajudando.
...
Desculpe. É que descobri hoje que meu recém-falecido pai era um trapaceiro. E isso... isso me abalou.
[Warren]
- Quer falar a respeito?
[Kitty]
- Com você? E ouvir mais sobre sua divindade belicosa?
[Warren]
- Não precisa. Eu só ofereci.
[Kitty]
- Tive um namorado que me traiu, uma vez. Na faculdade. O nome dele era Alex Sopin. E, quando Tanya Kavanaugh me contou o que ele fizera, fui lá, encontrei-o e lhe disse o que eu pensava. Disse: "O mundo é frágil demais para as pessoas serem falsas. Há muita coisa em jogo, e a vida é muito curta para mentiras. E você é o pior tipo de pessoa do mundo, porque desperdiçou meu coração. Meu tempo."
[Warren]
- E o que ele disse?
[Kitty]
- Não importa o que ele disse. O que importa é que estou aqui, pensando o mesmo sobre meu pai. E sei que é tão bobo, porque sou adulta e sei que é isso que os homens fazem, mas ele era meu pai. E está mort, e não posso matá-lo. E não posso perguntar por quê.
[Warren]
- Kitty...
[Kitty]
- O quê? Sou sensual, chorando?! Que coisa idiota vai dizer?
[Warren]
- Eu ia dizer que não amamos quem amamos porque são perfeitos. Amamos quem amamos pelo que são. Mesmo depois que se foram.
...
Termine seu drinque, vou levá-la pra casa.
*Diálogo entre Kitty e Warren num restaurante... não lembro o nome do episódio.
Sim... Brothers & Sisters é meu novo "vício". Agora é só esperar a 2ª temporada sair em dvd.

01 janeiro 2009

Um Bom Número

E o mar me assistiu um pouco mais de longe dessa vez.
Fiquei com meus dedos, minhas palavras presas neles, e sem muita vontade de sair. Não, não era falta de vontade.
Disposição.
Então pus as mãos nos bolsos e guardei essas palavras junto aos meus lenços de papel.

(...)

Fogos de artíficio, velas acesas, algumas mensagens quase que sem destino e uma persiana que, vez em quando, me chamava a atenção por parecer que apenas o vento não era capaz de lhe dar tal movimento... na incerteza, aceitei a companhia mesmo assim.
Foram rostos, abraços, mãos, pele, olhos... quantos olhos... todos desenhados em luzes elaboradas demais para me convencer serem reais.
E eram.
Em algum lugar, que não assim tão perto a ponto de verem meus olhos inchados, mas em algum lugar eram reais. Talvez mais próximos da praia do que eu... talvez dentro do mar... em altas montanhas, cachoeiras, matas... qualquer lugar que não aqui. Aqui onde dói a dor de um mundo. Meu mundo. O mundo deles... tão meu e ainda assim tão deles.
Os minutos foram passando e a medida que as luzes cessavam eu ia diminuindo na janela, como se naquela noite eu pudesse deixar de ser por nada mais que isso, uma noite.
E deixei.
Nessa noite eu fui Edward num livro tolo e adolescente... mas fui também alguém sem nome, como deveria ser, nem Caolho nem Óculos Escuros... através da música me inseri nos anos 60, 70, 80, mas parei antes que tudo começasse a ficar realmente familiar para mim.
Fui jogador de futebol, dono de bar... e quase me juntei Àqueles Dois, mas decidi por não maltratar meus olhos.
...
E adormeci... e o ano pareceu o mesmo... talvez pela ausência de Morpheus... talvez pela minha persistência em não ser...
(...)

E meu ano começou sem um dia.
Aquele que dizem ser o primeiro.
Mas sempre achei dois um bom número...