08 março 2006

Segredos de Liquidificador


Vou te contar um segredo:
minhas pernas tremem de forma engraçada quando estou ansioso...
... perdi o prólogo do livro que encenarei?
A cabeça não está completamente no lugar como costumava ser na década de 30... 2030.
Olha que engraçado, aquele 'tchau' não foi pra mim e, desesperadamente, eu esperava que fosse.
Terei de esperar mais alguns dias... "Cada coisa em seu lugar" como diria o clichê conformista.

Vou te contar um segredo:
hoje acordei de olhos fechados, andei pela casa, tomei banho, joguei algo na boca e enfrentei uma lotação de olhos fechados... quando decidi abrir descobri que havia voltado a dormir e perderia a próxima parada.
Eu estava suando, meu corpo não escondia-se do sol e o mesmo insistia em me procurar.
Cansei e virei pro lado.

Vou te contar um segredo:
às vezes brinco de despistar-me com uma canção.
Nada que mereça muita atenção, apenas olhe pra mim e sorria!
Eu precisava desse momento de descontração...

Vou te contar um segredo:
tudo está estupidamente implicito! A raiva está contida, mas não há motivo para a mesma.
As pessoas estão intoleráveis ou eu estou ficando intolerante?!
(...)
Faça-me qualquer pergunta, mas diga-me algo que, talvez, nem precise ouvir.
Sacuda-me e diga que o dia já vai passar e que em breve o que restará é uma calçada e duas respirações ofegantes.
Chega de tentar explicar a ansiedade, chega de tentar explicar o sentimento, chega de tentar explicar o que não se diz, chega de tentar explicar o que não se pode dizer, chega de tentar explicar o que não precisa ser dito, chega de tentar... a partir de agora eu apenas farei, as palavras não são tão manipuláveis quanto pensávamos.

Vou te contar um segredo,
algo que muitos sabem mas que poucos consideram,
algo meu, algo de mim, algo de fora...
Conto o que quiser saber desde que seja mais que palavras escritas.
Conto como fui parar... conto como cheguei... conto como irei... e se irei.
Apenas conto...
Apenas pergunte!



Talvez meus segredos não sejam tão secretos quanto parecem ser em palavras "dupla-face"...

5 comentários:

Marcinho disse...

Nooooossa, 2h da manhã. Estou louco de sono esperando apenas baixar a musica do Pavemten. Acesso o blog e percebo algo diferente, um nome difrente... onde estou, para onde vou... consequência do sono. De fato o nome estah muito legal. Ações signicas ocorrem nesse nome que preenche perfeitamente o espaço e a pessoa. [silêncio]
Lembro que hápouco, falando de filmes, como uma amiga de SP, ela me disse: "adoro filmes estranhos". Eu respondi: não q eles sejam estranhos, é que estamos acostumados com o comum.
Pois bem, Márcio, n acostume-se com o comum, faça a diferença, seja a diferença. Saia de ksa de olhos fechados e deixe que os sentidos e a audácia o leve. Para onde? N seja comum...

marcinho disse...

Quanto ao perguntar e ao responder, lembro-me dessa célebre poesia de Fernando Pessoa:

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.

Anônimo disse...

Já que é pra perguntar! Te faço estas perguntas:

Eu já...

Já fiz juras eternas, já declarei na madrugada de um condomínio o meu amor...
Já chorei durante horas ouvindo a mesma música, já me odiei por amar...
Já fiz planos e vi o tempo destruí-los, já me detestei por acreditar..
Já acordei sentindo um bjo, já acordei beijando alguém..
Já acordei no meio da noite e amanheci pensando em algm..
Já senti um nó no peito, já dei valor a quem não tem..
Já escrevi meu nome com o de algm na areia e virei às costas pra não ver o mar apagar..
Já andei de carro sem rumo procurando quem não ia achar...
Já bebi ateh adormecer meu corpo, já quis não acordar..
Já vi a Lua adormecer, já vi o Sol iluminando o dia...
Já me apaixonei achando que era pra sempre, mas vi que o pra sempre eh uma ironia..
Já trabalhei ateh não me agüentar em pé, já tentei não fracassar..
Já tentei parar de sofrer, já tentei me apaixonar..
Já chorei lendo esse texto, já sorri também..
Já desisti de sentimentos, já me rendi a quem faz bem..
Já tentei não ter recordações, mas foi esquecendo que quis lembrar...
Já sofri pelo tempo lento, já me perguntei quando o amor decide passar..
Já jurei não falar mais em algm, mas não aprendi a não falar com o olhar..
Já detestei algm e já fiz algm me detestar..
Já gritei em silêncio de tanto amor, já dei berros de felicidade..
Já beijei por orgulho, já sorri sem vontade...
Já me vi em multidões sentindo falta de um algm...
Já tive escolhas na noite, optei por ninguém..
Já quis ser redatora, já tive medo de dentista..
Já dividi o que tinha, já fui egoísta...
Já dei murros na parede, já ignorei minha dor..
Já desacreditei de quase tudo na vida, menos do... amor.

Vi isso no fotolog de uma amiga... e pensei em guarda pois achei muito bonito. Eu ja fiz acho que quase tudo e vc? AAAaaaah achei a sua cara pelo fato poético.

mouris disse...

Chega de tentar explicar qualquer coisa.

Nada disso precisa de explicação.

Só é preciso entender, que tudo o que se precisa, é uma calçada, e duas repirações ofegantes.

Chris disse...

"Têm dias que de noite é assim", já dizia São Gonzaguinha.
Bjos
Chris (De ponta cabeça)

P.S. A intenção do meu comentário não era te deixar sem graça e sim dizer a verdade. Ora veja, escreve coisas bonitas, sensíveis, então isso, é o mínimo.
rs....

Parabéns pelo nome: perfect!!