22 julho 2008

Pausa


Perdi o romance.
A hora.

O convite. Perdi o convite.
Estou perdido.


O rumo se perdeu.
A pausa ficou e perdura.
Pernoita...
...E amanhece.


Fechou a porta.
Perdeu as chaves.
Ficou sem fundos.


O rumo se perdeu.


A casa se perdeu.
Me perdi em casa.
Nas esquinas de meus próprios corredores,
Me perdi.


Fechado.
Fachada.
Alegre.
Perdido.
Estou perdido.


Perderam o rumo.
O filme.
Perdi o romance.
Virei a comédia.


Corredor.
Corre a dor.
A dor escorre.
Adormece.


Bastardo...

... Agora basta!

[ No ouvido: A Fé Solúvel - O Teatro Mágico ]

5 comentários:

Tônio disse...

Teus últimos posts me pareceram tão distantes (agora entendo, estavas perdido e quando escrevemos perdidos, sem referência, as coisas ficam meio assim assim). Também me encontro perdido nessa terra de chuva dos infernos, de calçadas molhadas, tanto que minha parede do quarto ta descascando por causa da umidade e isso me tira as forças, preciso de algo que ainda não sei, mas não quero falar disso.
Receber tua msg me abriu o sorriso, gosto de ti mesmo não sabendo a cor do teus olhos, se faz covinha quando sorri, se teus olhos brilham e se me encantariam como apenas olhos brilhosos o sabem fazer. Saudade de ti, guri! Ai ai, as calçadas da Paulista... moças, rapazes... você, eu... nós. enfim! Ai ai, porque você some assim? Vontade de mais te conhecer, se for sumir, avisa? Fica bem? Pode sempre vir se medicar aqui no meu cantinho, manda e-mail se quiser... Bjão.

Kivia Nascentes disse...

Mto bom!
seu blog e seus posts são divinos!
os gostos musicais, os filmes e a frase da clarice L é tudo perfeito!
virei sua fã! mto bom msm aqui.

Kivia Nascentes disse...

teatro mágico é ótimo!
me identifico terrivelmente com seus textos. como nesse. contraditório e harmonico.

vou passar aqui sempre.

kivia disse...

vou te contar um segredo.
de como passei a noite lendo todas as postagens antigas. de como as imprimi e fiquei sentada no parque municipal lendo com toda a atençao do mundo. chorando por ter vivido exatamente essas linhas por alguém q eu não conheço, mas q me lembra mto outrora.

Filipe Ferreira disse...

Não sabia que você escrevia poesia. Mas há muito que não sabemos um do outro sempre, não parece importar o quanto se convive com alguém.
Gostei sim, gostei bastante!